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Ansiedade
Ansiedade: quando o corpo fala antes da palavra

Na psicanálise, a ansiedade é entendida como um sinal — uma espécie de alarme interno que anuncia conflitos que ainda não encontraram representação. Ela não é simplesmente “nervosismo” ou “excesso de preocupação”. Muitas vezes, surge porque algo, na história do sujeito, está pedindo elaboração e ainda não encontrou espaço para ser sentido ou nomeado.

A ansiedade pode se manifestar como aceleração, tensão muscular, dificuldade de respirar, pensamentos intrusivos, inquietação constante ou até sintomas que parecem “sem motivo”. No fundo, ela indica que há um excesso que o psiquismo não conseguiu simbolizar, e por isso o corpo assume a função de expressar o que a palavra não alcança.
Com o tempo, esse funcionamento pode afetar relações, trabalho, rotina, sono e a forma como a pessoa se percebe no mundo — criando ciclos de medo, evitação e autocobrança.

A terapia psicanalítica oferece um espaço onde esse excesso pode finalmente ser escutado e transformado. Quando o sujeito fala e encontra alguém que sustenta essa fala, a ansiedade deixa de ser um enigma aterrorizante e passa a ser um caminho para compreender o que está em jogo. Aos poucos, a pessoa passa a reconhecer sua história, seus limites e seus movimentos internos — e é nesse processo que a ansiedade se torna menos paralisante e mais compreensível.

Depressão: quando o mundo perde cor, e a história ganha peso

Na perspectiva psicanalítica, a depressão não é apenas tristeza ou desânimo. Ela aponta para um movimento mais profundo do psiquismo: algo da história do sujeito ficou aprisionado, não elaborado, e retorna como um esvaziamento da vida. A energia psíquica se volta para dentro, como se o sujeito carregasse um peso que não sabe nomear, mas sente em cada gesto.

A depressão pode aparecer como perda de interesse por coisas antes prazerosas, cansaço persistente, dificuldade de concentração, alterações no sono e no apetite, culpa, irritabilidade ou sensação de vazio. Muitas vezes, ela não se mostra de forma intensa; se infiltra silenciosamente até que a pessoa passa a estranhar a si mesma — o mundo parece distante, as relações ficam mais difíceis, e o cotidiano perde textura.

Do ponto de vista psicanalítico, a depressão revela um conflito entre o que o sujeito deseja e o que, por motivos diversos, precisou reprimir para sobreviver emocionalmente. É um sofrimento que pede acolhimento e tempo, não cobrança ou pressa.

A terapia oferece justamente esse espaço: um lugar onde a dor pode ser dita sem julgamento, onde a pessoa encontra alguém que sustenta sua fala e a ajuda a ressignificar o que ficou silenciado. No processo terapêutico, o sujeito passa a compreender sua história, a nomear seu sofrimento e a recuperar, pouco a pouco, a possibilidade de viver com mais presença e menos peso.

Relacionamentos
Relacionamentos: onde nossas histórias se encontram e também doem

Na psicanálise, entendemos que grande parte do sofrimento humano nasce — ou se intensifica — nos relacionamentos. Isso acontece porque é nos vínculos, amorosos ou familiares, que reaparecem padrões antigos, expectativas não ditas e marcas da nossa história infantil. Muitas vezes, a dor não está apenas na relação atual, mas no que ela desperta: medo de abandono, necessidade constante de validação, dificuldade de colocar limites, repetições de vínculos anteriores ou a sensação de nunca ser suficientemente visto.

Esses impasses podem gerar conflitos recorrentes, insegurança, ciúmes, afastamentos, explosões emocionais ou uma busca incessante por relações que parecem diferentes, mas acabam levando ao mesmo lugar. No campo familiar, isso aparece como cobranças, papéis rígidos, afastamentos dolorosos ou uma sensação de que “sempre sobra” para a mesma pessoa. O sofrimento nos relacionamentos, na verdade, fala mais sobre a nossa história interna do que sobre o outro em si.

A terapia psicanalítica ajuda justamente a dar forma e sentido a esses padrões. Ao falar e ser escutado de maneira profunda, o sujeito passa a reconhecer repetição, compreender suas feridas relacionais e construir formas mais livres de se vincular. O trabalho não é sobre “consertar o outro”, mas sobre entender por que aquele vínculo dói tanto — e abrir espaço para relações mais conscientes, menos reativas e mais verdadeiras.

Terapia de Casais
Terapia de Casal: quando o vínculo pede escuta

A terapia de casal parte do entendimento de que o relacionamento é um encontro de duas histórias, cada uma com suas marcas, expectativas e modos de amar. Muitas vezes, o sofrimento não nasce apenas do que acontece entre os dois, mas do que cada um traz consigo: dificuldades de comunicação, padrões repetitivos, medo de abandono, idealizações, frustrações e feridas antigas que se atualizam no vínculo presente.

É comum que o casal se veja preso aos mesmos conflitos, discussões que retornam, silêncios que afastam ou a sensação de que não conseguem mais se encontrar. A rotina, os papéis familiares, diferenças emocionais e a falta de espaço para expressar necessidades reais podem gerar distanciamento, ressentimento ou uma convivência marcada por tensão. Nessas situações, o vínculo sofre — e junto com ele, cada sujeito também.

Na terapia de casal, o espaço é dividido, mas a escuta é singular. O trabalho permite que cada um reconheça seus movimentos internos, compreenda as mensagens por trás dos conflitos e construa novas formas de se relacionar. Não se trata de apontar culpados, mas de ampliar a compreensão sobre o que acontece no vínculo. Através dessa escuta compartilhada, o casal pode recuperar diálogo, fortalecer a intimidade e reencontrar caminhos possíveis para permanecer — ou, em alguns casos, para se despedir com mais clareza e menos dor.

Trauma
Traumas: marcas que o corpo lembra antes da consciência

Na psicanálise, o trauma não é definido apenas pelo evento em si, mas pelo impacto que ele deixou no psiquismo. Traumas são experiências que ultrapassam nossa capacidade de compreender, nomear ou simbolizar no momento em que ocorreram. Por isso, ficam como marcas que retornam em forma de medo, hiper vigilância, reatividade emocional, evitação, sensação de ameaça constante ou até mesmo sintomas físicos. O corpo muitas vezes lembra antes que a consciência entenda.

Essas marcas podem influenciar relações, autoestima, escolhas, limites e até a forma como nos percebemos no mundo. Situações aparentemente simples podem despertar reações intensas porque tocam, sem que percebamos, em feridas antigas que não foram elaboradas. Assim, o sujeito pode viver entre o desejo de seguir em frente e a sensação de estar aprisionado ao passado.

A terapia oferece um espaço seguro onde essas experiências podem finalmente ser ditas, escutadas e ressignificadas. Ao falar sobre o trauma — no ritmo possível — o sujeito vai integrando aquilo que antes aparecia de forma fragmentada ou dolorosa. O processo terapêutico não apaga o passado, mas diminui seu poder de ferir, permitindo que a pessoa recupere presença, autonomia e novas formas de se relacionar consigo mesma e com o mundo.

Terapia de Jovens
Adolescência: um período de intensidades, descobertas e transições

A adolescência é um momento em que o psiquismo se reorganiza. Aos 15 anos, o sujeito já não é mais criança, mas ainda não se reconhece plenamente como adulto. Esse “entre-lugar” desperta dúvidas, conflitos internos e uma busca constante por identidade. As mudanças emocionais, corporais e relacionais tornam essa fase especialmente sensível: pressão escolar, inseguranças, comparação social, início da vida afetiva, relação com a família, autoestima, ansiedade, impulsividade e a necessidade de pertencimento podem gerar confusão, angústia e solidão.

É comum que o adolescente se sinta dividido entre o desejo de autonomia e o medo de não ser compreendido. Pequenas situações podem ganhar intensidade, e escolhas aparentemente simples podem carregar muito peso emocional. Nessa fase, surgem também questionamentos sobre corpo, futuro, sexualidade, limites, amizades e sensação de não saber exatamente “quem se é” — tudo isso enquanto a estrutura psíquica ainda está se formando.

A terapia oferece um espaço seguro onde o adolescente pode falar sem medo de julgamento, construir palavras para sentimentos difíceis e entender melhor seus próprios movimentos internos. A escuta psicanalítica ajuda a organizar essas intensidades, ampliar a consciência sobre si e fortalecer recursos emocionais para lidar com conflitos. É um processo que favorece maturidade, autonomia e uma relação mais estável com o próprio mundo interno — elementos essenciais para atravessar a adolescência com mais clareza e menos sofrimento.

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